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segunda-feira, 15 de março de 2010

Sharpies



Diferentemente dos SHARPS (Skinheads Against Racial Prejudice, ou skinheads contra o preconceito racial), rótulo cunhado nos EUA durante os anos 80, no fim dos anos 60 e durante a década de 70, uma subcultura conhecida como Sharpies povoava as ruas de Melbourne, na Austrália.

Similares aos Suedeheads e especialmente aos Smoothies britânicos, os Sharpies levavam esse nome devido à vestimenta alinhada, influência dos Mods e Rude Boys britânicos, sendo que muitas vezes estes jovens realmente haviam migrado da Inglaterra para as terras australianas. Comumente vistos com cabelos na altura do ombro, trajando calças risca de giz, jeans das marcas Levi's ou Lee, suéteres, cardigãs, camisas pretas e camisetas personalizadas (geralmente com o nome da gangue a qual pertenciam), muitas vezes disputavam entre si quanto ao visual, criando diversos padrões, e detalhes nas roupas, recorrendo mais a alfaiates e ao próprio talento ao invés de usar grandes marcas de Londres ou Nova York. Muitos dos garotos vestiam roupas de tamanhos menores, a fim de parecerem maiores ou mais fortes do que eram.

Em termos musicais, era fácil reparar que entre os jovens australianos, bandas como AC/DC, Rose Tattoo, Coloured Balls, Skyhooks and Buster Brown, entre outros expoentes do Pub Rock e do Glam Rock, faziam tremendo sucesso, de forma similar ao que ocorria na Grã-Bretanha na mesma época. Durante as apresentações destas bandas, eram comuns brigas entre diversas gangues de sharpies.

Ao contrário do que se pode pensar, tratava-se de uma cultura com grande influência na Austrália, sendo comum encontrar centenas de Sharpies juntos vagando pelas ruas de Melborune. Como andavam em grandes grupos, muitas vezes não eram perturbados nem pela polícia. Justamente por isso, a violência praticada por eles aumentou exponencialmente, fazendo os Sharpies o que bem entendiam, brigando com quem bem entediam, roubando bebida e dinheiro de quem quisessem. Devido a esta enorme violência e à desconfiança gerada entre as gangues, a subcultura Sharpie chegou a seu fim no fim dos anos 70.

Trecho do filme Sharpies (1974), de Greg Macainsh (baixista da banda Skyhooks), documentário que mostra parte da subcultura australiana.
An excerpt from the film Sharpies (1974), by Greg Macainsh (bass-player in the band Skyhooks), docummentary that shows part of the Australian subculture.


Differently from the SHARPs (Skinheads Against Racial Prejudice), born in the USA during the 80's, at the end of the sixties and the beggining of the seventies, a subculture known as Sharpies crowded the streets of Melborune, in Australia.

Similar to british Suedeheads and Smoothies, these Australian boys had their names due to their sharp way of dressing, influence from british Mods and Rude Boys, who often had migrated from England to Australia. Commonly seem with shoulder-length hair, wearing pinstripe pants or Lee anad Levi's jeans, sweateres, taylor-made cardigans, black shirts and customised T-Shirts (usually with the name of the gang they belonged to), this subculture members often compete to see who had the best looks, creating many patterns and details in clothes. To this, they almost always relied on their own talent and in taylors instead of appealing to London and New York brands. A lot of the boys wore undersized clothes, so that they looked bigger or stronger than they actually were.

In musical terms, it is easy to see that among the australian youth bands like AC/DC, Skyhooks, Rose Tattoo, Coloured Balls and Buster Brown, like other exponents of Glam Rock and Pub Rock, made tremendous success, just like in Great Britain, at the time. In these bands shows, fights between different gangs weren't rare.

Contrary to what one might think, this was a popular culture in Australia, and it was usual to find hundreds of Sharpies strolling through the streets of Melbourne. Because they wandered in big groups, they weren't disturbed even by the police. Therefore, the violence on their behalf started to grow exponencially. The Sharpies did what they wanted, fighted who they wanted and stole booze and money from who they wanted. Due to this huge violence and to the distrust between the gangs, the Sharpie subculture came to and end by the end of the seventies.


Agradecimentos ao site Skins N' Sharps por algumas das fotos.
Thanks to Skins N' Sharps website for some of the photos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Suedeheads



Apesar de informações sobre as "variações" existentes dentro da cultura skinhead não serem facilmente encontradas, é interessante lembrar que havia e ainda há, várias preferências musicais, de vestuário, entre outros, como os Smoothies, os Bootboys, os Hardcore Skins e os Suedeheads. Neste texto, vou tratar destes últimos.



Os suedeheads ganharam seu nome por geralmente terem o cabelo um pouco maior que o que era considerado comum para os primeiros skinheads(o nome suedehead significa "cabeça de camurça", numa tradução literal). Além desta característica, os suedeheads geralmente usavam mais sapatos, acompanhados de meias coloridas, e roupas mais formais, até mesmo no dia-a-dia; ao contrário dos primeiros skins, que normalmente preferiam botas e vestiam coletes, suéteres, casacos sete oitavos e ternos mais raramente; geralmente durante à noite, em bailes, dancehalls, grandes eventos, etc. Talvez isto se deve ao fato de muitos suedeheads trabalharem em escritórios e em outros empregos em que o trabalho era menos braçal, apesar de ainda pertencerem à classe trabalhadora britânica. Pode se dizer que os suedeheads tinham seu estilo bem similar ao dos Mods, principalmente ao se analisar esta questão da elegância. Mas é bom lembrar que há muitos aspectos vindos dos Rude Boys, como os grandes casacos, óculos escuros, os chapéus, entre outros elementos.

Elementos estes como o gosto musical, focado ainda no Reggae, Rocksteady, Ska e Soul. Porém, havia alguns Suedeheads que ouviam Glam Rock, como Sweet, Slade, entre outras bandas. Há inclusive um Trojan Box Set feito em homenagem aos Suedes. Seguindo o chamado "Skinhead Revival", ocorrido em 77, houve o "Suedehead Revival", que envolveu menos indivíduos, entre eles, "Hoxton" Tom McCourt, baixista e antigo líder da banda The 4 Skins, conhecido também por seu vasto conhecimento a respeito de Soul, Ska e Reggae e por discotecar em clubes frequentados por Mods e Skinheads.

A banda The 4 Skins, com Tom McCourt, ainda um suedehead, sendo o primeiro à esquerda.

Os suedeheads foram retratados em filmes como Bronco Brullfog, e no livro Suedehead, de Richard Allen.


"Prefiro ser um skinhead a ser qualquer outra coisa. É muito mais elegante do que um Hippie ou um Rocker. Parece muito mais limpo, é muito mais limpo, eu acho"