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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Perkele - Subculture Shame

Simplesmente reforçando a ideia colocada pelo Alex no aviso a respeito das vergonhas que se dizem skinheads, e estentendo a mensagem para os pseudo punks e afins, vai uma música da banda antifascista sueca Perkele. Àqueles que realmente entendem o que são estas subculturas, fica o nosso respeito e esta canção, que muito me agrada. Aos que não entendem, fica a letra da música.

Due to some troubles within the brazilian skinhead scene, I'm posting this song, from the swedish antifascist band Perkele. Enjoy!




'Cos you got shaven head
And a pair of Marten boots
It doesn't mean that you're a skinhead
'Cos you have spiked hair
And a ring in your nose
It doesn't mean that you're a punk

You're a subculture shame
It's your name
You're a subculture shame.

'Cos you're shouting Oi!
And you got the atributes
It doesn't mean that you're an Oi! band
'Cos you play punky chords
And you pose like the Pistols did
It never do you do a punk band

domingo, 9 de maio de 2010

AVISO!!!


Nós do Skinhead Culture não temos e nunca tivemos a intenção de criar Skinheads por meio de nosso blog, nossa proposta sempre foi criar um local onde pude-se desmistificar para leigos aquela coisa do skinhead como um racista; queríamos também criar um arquivo com informações, curiosidades e divulgação de eventos de nosso meio.
Tudo isso foi alcançando no decorrer desses quatro anos de blog mas infelizmente nesse momento nos sentimos desanimados, pois vimos que para muitos ele serviu de apostila passo-a-passo para personae non gratae nesse meio underground e acabou criando pseudo-skins de internet e posers da real cultura de rua,
nós do Skinhead Culture não temos a menor simpatia com vocês, tão pouco os apoiamos; muito pelo contrário, os avisamos que não vão conseguir. Ser um skinhead não se baseia em ler oque escrevemos aqui e fazer um “perfil skin” em um site de relacionamento.
Vocês que estão lendo isso e no fundo sabem que fazem parte desse tipo de gente o qual repudiamos sintam-se mal vindos em nosso blog, mas como este é um projeto aberto a todos se você quiser continuar e mesmo assim ler, vá em frente, mas saiba que nada alem desse aviso foi escrito pra você nesse blog e que para nós você é piada.

Para os leitores que nada tem haver com isso pedimos desculpas e agradecemos a vocês, pois são o único motivo por qual continuamos esse projeto.

Mantenham a Fé!
Equipe do Skinhead Culture.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entrevista com Roddy Moreno do The Oppressed.


''Se você não é homem suficente para se levantar e defender suas raízes, talvez está na hora de deixar seu cabelo crescer e pendurar seus boots. Skinhead Times Forever!''


1 – Qual foi a motivação para tocar como The Oppressed?

Roddy: Primeiro foi por diversão, pois na época em Cardiff em festas para nosso público, pois não havia nada de política e nada de Nazis em nosso terrritório.

2- O que fez Oppressed na cena Skinhead no mundo inteiro? Qual o efeito?

Roddy: Primeiro era mostrar que deveriam combater o fascismo. Que derrotar o fascismo era algo bom. Os fascistas são um insulto para o Skinhead, derrota-los era o caminho do Skinhead.

3 – Porque tocar Oi! ?

Roddy: Nós somos Skinheads e o Oi! É perfeito para os outros. Musicalmente fácil de interpretar e é música para a classe trabalhadora. ‘’FODA-SE o disco, rap e música pop’’. Oi! É sobre a nossa vida.

Oi! = A WORKING CLASS PROTEST,NOTHING MORE,NOTHING LESS. (Protesto da classe trabalhadora, nada mais, nada meno).

4 – Inicialmente, quais as influências?

Roddy: Sham 69, Cockney Rejects, música para Bootboys de verdade.

5 – Qual música que caracteriza a banda?

Roddy: Temos Work Together. É nossa primeira canção sobre a união racial. Posso dizer também The A-F-A Song(A canção de Ação Antifascista). Outras como Joe Hawkins, Ultraviolence são músicas bacanas, agora, músicas como Fuck Fascism(foda o fascismo), e Sleeping With The Enemy( Dormindo com o inimigo), são canções que representam o que pensamos.

6 – O que pensa sobre dizer sobre, Skinhead politicamente incorreto?

Roddy: Skinhead é uma coisa diferente para gente diferente. Penso que é seguir fielmente o espírito de 69. As políticas são uma merda, é assim que os fascistas querem que pensamos, para trazer políticas racistas ao nosso movimento.

7 – O que mudou no Oppressed musicalmente durante estes anos?

Roddy: Seguimos sendo uma banda Oi! Básica, sabemos agora usar um estúdio. Agora temos Floyd na guitarra solo para dar um pouco mais de força ao nosso som.(Escute The A-F-A song).

8 – O que pensa sobre a nova cena Oi! E Skinhead pelo mundo?

Roddy: A cena mundial vai bem. Muitos Skinheads contra o racismo e os Boneheads estão morrendo. Mas temos que seguir lutando para manter fora esse lixo.

9 – Tens escutado novas bandas Oi!? Se sim, quais?

Roddy: Eu gosto de United Front(Escócia) e Runnin’Riot(Irlanda), mas realmente eu escuto Reggae e Soul dos anos 60.

10 – O que tem feito o Oppressed nos últimos anos?

Roddy: Nos últimos anos, não fizemos nada, mas agora estamos de volta para mais gigs e talvez gravar algo novo.

11 – O que pretendem para o futuro? Planjeam gravar algo novo?

Roddy: Agora estamos trabalhando e criando nossas famílias, mas continuaremos para fazer algo para nossos garotos.

12 – Algum dia irão vir a América Latina? O que pensam da cena colombiana e latina americana? Há algo que queiram dizer aos skins, punks e rudes da América Latina?

Roddy: Nos encantaria tocar na Colômbia, mas é um longo caminho desde Cardiff. Para os amigos da América do Sul, Stay SHARP and FUCK FASCISM! (Seja SHARP e foda o fascismo).

13 - O que podem falar sobre a canção Skinhead Times? Qual foi a influência?

Roddy: É sobre idiotas que estão com medo de assumir uma posição. Há muitos que se chamam de Skinheads e temem os fascistas e nada fazem. Nós dizemos, VÃO SE FODER SEUS COVARDES. Lutem como os outros ou vão para o inferno.

14 – Por último, algo que queira dizer?

Roddy: Finalmente digo, FODA O FASCISMO ANTES QUE ELE FODA VOCÊ. Não ignore as ameaças fascistas, esmague todas as formas como puder. Sendo orgulhoso, sendo forte e SER SHARP.

Skinheads Against Racial Prjudice(Skinheads contra o racismo) ... Tão simples como isso.

Retirado do Site www.theoppressed.co.uk

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Entrevista com Madball

Curta entrevista com a banda de NYHC Madball.


1. O que pensas das pessoas que dizem que as bandas de Nova York são fascistas e racistas?

Freddy
: Eu penso que essa gente está muito equivocada, parece que não sabem do que falam. Estás a referir-te às bandas de Hardcore? Certo? Em Nova York a cena é muito diversificada, brancos, negros, etc. Há de tudo, gente de todas as raças. Em Nova York não se mistura muito a política com a música, ao contrário de vocês aqui na Europa. Que mais posso dizer? Tantos anos a lutar contra esse género de atitudes, para depois vir aqui e ainda nos chamarem de fascistas. Tem havido chapada em alguns dos nossos concertos por causa de pessoas que nos acusam de white power e nazis...tantas vezes que temos lutado contra essas pessoas e escrevemos canções apelando à unidade entre todos, mas há sempre alguém que continua com as mesmas acusações. Acabaram-se as palavras! Agora partimos para a violência. Se alguém me atira isso à cara, vai ter de levar porrada.



2
. O teu irmão, Roger, tem tatuado um skinhead no braço. Que significa essa tatuagem?


Freddy
: Freddy: É um skin crucificado, tem muitos anos. Vê-la em memória de um amigo que morreu à uns anos. Ele e Vinnie e muitos outros fizeram essa tatuagem. Foi em memória do seu amigo. Mas o que as pessoas têm de perceber, e ai é que está o problema, é que quando alguém diz skinhead está erradamente a admitir que todos os skinheads são maus, nazis, e que vão desfilar com bandeiras nazis. Nem todos os skinheads são assim. Quando os Agnostic Front e outros grupos do género começaram a tocar, muitos de eles eram skinheads. Mas não eram white power, nazis, nem nada disso. Eram Skinheads do Hardcore. Era uma maneira de se vestirem. O mesmo se passa com a forma como se veste um Straight Edge. Nada mais. Não tinha nada que ver com política, nem com raças, nem nada disso. Sim, nessa altura havia muita gente, de diferentes raças, envolvida na cena, e ainda há.

3. Qual é atua opinião acerca do movimento Red Skin e SHARP?

Freddy: Toda e qualquer pessoa tem o direito de fazer o que quiser, é a sua própria vida. Por vezes isso é bom. Ser Red Skin, SHARP é estar contra o Governo...mas às vezes esses grupos criam os seus mundos à parte, fecham-se e quase só comunicam entre eles, e na minha opinião isso não é bom. Todos temos de estar juntos. Não importa se és Straight Edge, vegetariano, comes carne...as pessoas separam-se muito. Formam grupos isolados. Penso que não deve ser assim. Devemos estar todos unidos. Não importa se comes carne ou não, se consomes drogas ou não...

Fonte: Desconhecida, mas acredito ser de algum site Português.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Rock contra o racismo – Rock Against Racism


Rock Against Racism (RAR) foi criado em 1976 por Red Saunders (fotógrafo britânico), Huddle Roger e outros. Foi uma resposta a declarações racistas supostamente feitas por David Bowie e Eric Clapton em Londres.
Durante um show, Eric Clapton fez um “discurso” em apoio ao conservador Enoch Powell, dizendo para que os britânicos votassem em Powell, com a finalidade de evitar que a Grã-Bretanha se tornasse uma colônia negra. Em seguida ele gritou varias vezes o slogan do National Front, “Keep Britain White!”.
Nada mal para quem teve seu primeiro sucesso fazendo um cover de uma musica de Bob Marley.
Já David Bowie disse em entrevistas a NME (New Musical Express – Revista de música londrina) e á uma revista sueca, que a Grã-Bretanha estaria preparada para um líder fascista, e que o fascismo é o nacionalismo; também disse gostaria que uma frente de direita viesse para varrer as sujeiras dos pés britânicos, em outras palavras, ele se referiu a negros, e imigrantes.
Em 1978 a RAR organizou dois grandes festivais com auxilio da Liga Anti-Nazi (criada por trabalhadores em 1977); 80 mil pessoas andaram nove quilômetros para o show ao ar livre que contou com as bandas: Steel Pulse, The Clash, X-Ray Spex, The Ruts, Buzzcocks, Generation X e Sham 69.
No Carnaval do Norte, em Manchester, 25 mil pessoas participaram para ver as bandas Buzzcocks, Graham Parker, e Misty in Roots. Em 1979 houve um show em Londres com The Vapors, Crisis e Beggar.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Respeito do Apoliticismo, do "Xerifismo" e da Violência na Cena


Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que esta é uma posição minha e apenas minha. Aqueles que discordarem podem me procurar.

Ao que parece, a nova onda hoje em dia é questionar o apolticismo (ou apartidarismo, como muitos, inclusive eu, prefiro) e se vê muitas pessoas ditas Antifascistas e envolvidas com políticas de esquerda colocarem todos os que não compartilham de seus ideais no mesmo saco daqueles que dizem combater. Veja bem, não estou dirigindo a minha crítica a nenhuma visão política específica ou a algum grupo, mas se a carapuça servir, não me culpem. A crítica vai para os ditos libertários que vão contra os próprios princípios de qualquer política libertária, sejam eles punks, skinheads, pagodeiros, funkeiros, não me importa. Isso simplesmente me veio à mente após uma série de incidentes, se tratando de uma reflexão puramente pessoal.

Primeiro, quanto ao apoliticismo. Me entristece ver, ler, ouvir e ficar sabendo por amigos, que alguns indivíduos ditos libertários parecem ter esquecido que ser apolítico/apartidário é uma opção pessoal, assim como religião, opção sexual, etc. Ao afirmar que "ser apolítico é ser conformista", que "é impossível ser contra qualquer coisa sendo apartidário", sendo o apartidarismo uma posição de quem "fica em cima do muro", estas pessoas demonstram posições pouco amistosas e abertas ao diálogo. Além disso, me parece uma forma de afirmar que todos os punks ou skinheads que não levam a política tão a sério, seja todo o tempo ou apenas quando não acham necessário entrar em tais assuntos, não são dignos de credibilidade ou de se considerarem punks ou skinheads. Acredito que a decisão de não discutir política na rua é uma decisão política muito válida.

Obviamente não são todos os libertários que pensam assim, mas que este tipo de pensamento parece estar ganhando força, parece. Inclusive, me parece que muitas vezes, não se trata de má fé, apenas imaturidade ou falta de informação, não sei bem ao certo, mas não penso daquela velha forma de como as coisas são pensadas no Brasil, com as pessoas simplesmente dizendo "Ah, é filha da puta", "Então ele disse isso? Então é pilantra!". Acredito mesmo que todos tem direito a se equivocarem de vez em quando, inclusive aqueles que não dão margem para erros alheios, afinal, "Herrar é Umano", né?

Um outro conceito que parece ser senso comum, não só entre o povo com inclinações autoritárias e tal, mas mesmo entre alguns "libertários", é o de violência e intolerância justificadas. Tudo se justifica em nome do "bem maior", o bom e velho "os fins justificam os meios". Assim, não só nazis, "punks" ganguistas e semelhantes são os tais queima-filme das cenas. Não acredito em passividade, mas acredito em respeito, inclusive a quem não te fez nada, a não ser não compartilhar das tuas ideias. De um ponto de vista mais pragmático, ao se apelar para a violência, moral ou principalmente física, fica apenas mais uma briga entre esses "Selvagens e Covardes" para quem está do lado de fora ver . "Ah, mas eles queimam o filme da cena!", "a gente faz isso para proteger a cena", "ah, eles nem são abertos a diálogo", entre outros, são os argumentos utilizados por quem realmente acha a violência uma forma construtiva de se resolver os problemas e de se melhorar a imagem do "underground" brasileiro. Como se gastar o tempo com atitudes produtivas ao invés de só destruir. Ao invés de só pensar naqueles que fazem mal à cena, tentar fortalecê-la, disseminando informação, dialogando, etc.

Quanto ao "xerifismo" no role, me parece óbvio o porquê de esta expressão ter sido usada. É algo cada vez mais comum, também. Os "delegados da cena", pertencentes a todas as subculturas possíveis, vêm ficando cada vez mais saidinhos. Aquele seu amigo de infância está andando com alguém que o xerife não gosta? Ah, isso está errado, você tem de apanhar, seu PILANTRA. Você não compartilha das mesmas ideias do xerife? Tem de apanhar, você é pilantra. O delegado não vai com a sua cara? Ah, isso é um motivo para você ser pilantra. Você e ele já se desentenderam antes? Ótima brecha para ele sujar a sua imagem, afinal, você é um PILANTRA. Agora, como dito antes, na hora de dialogar e resolver os problemas, na hora de informar as pessoas, ninguém mostra a mesma disposição demonstrada na hora de fazer intrigas e de arrumar encrenca.
Infelizmente, essa é a mentalidade das pessoas envolvidas com as várias cenas diferentes no Brasil, não sendo os skinheads exceção.
Daniel