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sábado, 31 de julho de 2010

Ciclo de Filmes - Skinheads

(Clique para ampliar)

No decorrer do mês de agosto até o mês de novembro vai estar rolando um ciclo de filmes/documentários sobre a cultura skinhead no Museu de Imagem e Som de Campinas, projeto idealizado para desmistificar as origens da cultura.
Após cada exibição vai acontecer um debate.

Entrada franca.
Para mais informações acesse o site www.miscampinas.com.br

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cockney Rejects - 28 Agosto em SP


Confirmada com data marcada mais um show da banda inglesa Cockney Rejects.
28 de Agosto - Sábado.
Inferno Club - Rua Augusta

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sharpies



Diferentemente dos SHARPS (Skinheads Against Racial Prejudice, ou skinheads contra o preconceito racial), rótulo cunhado nos EUA durante os anos 80, no fim dos anos 60 e durante a década de 70, uma subcultura conhecida como Sharpies povoava as ruas de Melbourne, na Austrália.

Similares aos Suedeheads e especialmente aos Smoothies britânicos, os Sharpies levavam esse nome devido à vestimenta alinhada, influência dos Mods e Rude Boys britânicos, sendo que muitas vezes estes jovens realmente haviam migrado da Inglaterra para as terras australianas. Comumente vistos com cabelos na altura do ombro, trajando calças risca de giz, jeans das marcas Levi's ou Lee, suéteres, cardigãs, camisas pretas e camisetas personalizadas (geralmente com o nome da gangue a qual pertenciam), muitas vezes disputavam entre si quanto ao visual, criando diversos padrões, e detalhes nas roupas, recorrendo mais a alfaiates e ao próprio talento ao invés de usar grandes marcas de Londres ou Nova York. Muitos dos garotos vestiam roupas de tamanhos menores, a fim de parecerem maiores ou mais fortes do que eram.

Em termos musicais, era fácil reparar que entre os jovens australianos, bandas como AC/DC, Rose Tattoo, Coloured Balls, Skyhooks and Buster Brown, entre outros expoentes do Pub Rock e do Glam Rock, faziam tremendo sucesso, de forma similar ao que ocorria na Grã-Bretanha na mesma época. Durante as apresentações destas bandas, eram comuns brigas entre diversas gangues de sharpies.

Ao contrário do que se pode pensar, tratava-se de uma cultura com grande influência na Austrália, sendo comum encontrar centenas de Sharpies juntos vagando pelas ruas de Melborune. Como andavam em grandes grupos, muitas vezes não eram perturbados nem pela polícia. Justamente por isso, a violência praticada por eles aumentou exponencialmente, fazendo os Sharpies o que bem entendiam, brigando com quem bem entediam, roubando bebida e dinheiro de quem quisessem. Devido a esta enorme violência e à desconfiança gerada entre as gangues, a subcultura Sharpie chegou a seu fim no fim dos anos 70.

Trecho do filme Sharpies (1974), de Greg Macainsh (baixista da banda Skyhooks), documentário que mostra parte da subcultura australiana.
An excerpt from the film Sharpies (1974), by Greg Macainsh (bass-player in the band Skyhooks), docummentary that shows part of the Australian subculture.


Differently from the SHARPs (Skinheads Against Racial Prejudice), born in the USA during the 80's, at the end of the sixties and the beggining of the seventies, a subculture known as Sharpies crowded the streets of Melborune, in Australia.

Similar to british Suedeheads and Smoothies, these Australian boys had their names due to their sharp way of dressing, influence from british Mods and Rude Boys, who often had migrated from England to Australia. Commonly seem with shoulder-length hair, wearing pinstripe pants or Lee anad Levi's jeans, sweateres, taylor-made cardigans, black shirts and customised T-Shirts (usually with the name of the gang they belonged to), this subculture members often compete to see who had the best looks, creating many patterns and details in clothes. To this, they almost always relied on their own talent and in taylors instead of appealing to London and New York brands. A lot of the boys wore undersized clothes, so that they looked bigger or stronger than they actually were.

In musical terms, it is easy to see that among the australian youth bands like AC/DC, Skyhooks, Rose Tattoo, Coloured Balls and Buster Brown, like other exponents of Glam Rock and Pub Rock, made tremendous success, just like in Great Britain, at the time. In these bands shows, fights between different gangs weren't rare.

Contrary to what one might think, this was a popular culture in Australia, and it was usual to find hundreds of Sharpies strolling through the streets of Melbourne. Because they wandered in big groups, they weren't disturbed even by the police. Therefore, the violence on their behalf started to grow exponencially. The Sharpies did what they wanted, fighted who they wanted and stole booze and money from who they wanted. Due to this huge violence and to the distrust between the gangs, the Sharpie subculture came to and end by the end of the seventies.


Agradecimentos ao site Skins N' Sharps por algumas das fotos.
Thanks to Skins N' Sharps website for some of the photos.

Evil Conduct feat. Frankie Flame - The Way We Feel




Inaugurando os posts bilíngues e após um bom tempo sem postar nada, estou de volta. Excelente álbum de um dos maiores expoentes do Oi! europeu, com participação de Frankie Flame no piano. Banda formada em 1985 na Holanda, enfrentou um período de inatividade, voltando à cena no início da década de 90. Muito comparado a grupos como The Last Resort e Ejected, a sonoridade da banda neste álbum me faz lembrar o som dos 4 Skins. Altamente recomendado para os fãs de Oi! mais "cru", sem grandes influências de hardcore ou outros gêneros. Destaque para a faixa The Sound of Sirens.

Agradecimentos ao site Back in '77


After sometime, and to begin with the posts in both Portuguese and English, I'm back.
An formidable album from one of the biggest exponents of european Oi!, featuring Frankie Flame in the piano. The band was formed in 1985 in the Netherlands and faced a period of inactivity, coming back to the scene in the early 90's. Much associated to groups like The Last Resort and Ejected, the band's sonority reminds me of The 4 Skins. Highly recommended to "raw Oi!" fans, the kind of music that doesn't have much influence from hardcore or other genres. Pay attention to track 6, The Sound of Sirens.

Special thanks to the friends of the site Back in '77.


Tracklist

01. The Way We Feel
02. Pay The Price
03. After The Rain
04. Brogues And Crombies
05. Never Let You Down
06. The Sound Of Sirens
07. Nowhere To Go
08. The Way We Feel (Bonus)




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entrevista com Roddy Moreno do The Oppressed.


''Se você não é homem suficente para se levantar e defender suas raízes, talvez está na hora de deixar seu cabelo crescer e pendurar seus boots. Skinhead Times Forever!''


1 – Qual foi a motivação para tocar como The Oppressed?

Roddy: Primeiro foi por diversão, pois na época em Cardiff em festas para nosso público, pois não havia nada de política e nada de Nazis em nosso terrritório.

2- O que fez Oppressed na cena Skinhead no mundo inteiro? Qual o efeito?

Roddy: Primeiro era mostrar que deveriam combater o fascismo. Que derrotar o fascismo era algo bom. Os fascistas são um insulto para o Skinhead, derrota-los era o caminho do Skinhead.

3 – Porque tocar Oi! ?

Roddy: Nós somos Skinheads e o Oi! É perfeito para os outros. Musicalmente fácil de interpretar e é música para a classe trabalhadora. ‘’FODA-SE o disco, rap e música pop’’. Oi! É sobre a nossa vida.

Oi! = A WORKING CLASS PROTEST,NOTHING MORE,NOTHING LESS. (Protesto da classe trabalhadora, nada mais, nada meno).

4 – Inicialmente, quais as influências?

Roddy: Sham 69, Cockney Rejects, música para Bootboys de verdade.

5 – Qual música que caracteriza a banda?

Roddy: Temos Work Together. É nossa primeira canção sobre a união racial. Posso dizer também The A-F-A Song(A canção de Ação Antifascista). Outras como Joe Hawkins, Ultraviolence são músicas bacanas, agora, músicas como Fuck Fascism(foda o fascismo), e Sleeping With The Enemy( Dormindo com o inimigo), são canções que representam o que pensamos.

6 – O que pensa sobre dizer sobre, Skinhead politicamente incorreto?

Roddy: Skinhead é uma coisa diferente para gente diferente. Penso que é seguir fielmente o espírito de 69. As políticas são uma merda, é assim que os fascistas querem que pensamos, para trazer políticas racistas ao nosso movimento.

7 – O que mudou no Oppressed musicalmente durante estes anos?

Roddy: Seguimos sendo uma banda Oi! Básica, sabemos agora usar um estúdio. Agora temos Floyd na guitarra solo para dar um pouco mais de força ao nosso som.(Escute The A-F-A song).

8 – O que pensa sobre a nova cena Oi! E Skinhead pelo mundo?

Roddy: A cena mundial vai bem. Muitos Skinheads contra o racismo e os Boneheads estão morrendo. Mas temos que seguir lutando para manter fora esse lixo.

9 – Tens escutado novas bandas Oi!? Se sim, quais?

Roddy: Eu gosto de United Front(Escócia) e Runnin’Riot(Irlanda), mas realmente eu escuto Reggae e Soul dos anos 60.

10 – O que tem feito o Oppressed nos últimos anos?

Roddy: Nos últimos anos, não fizemos nada, mas agora estamos de volta para mais gigs e talvez gravar algo novo.

11 – O que pretendem para o futuro? Planjeam gravar algo novo?

Roddy: Agora estamos trabalhando e criando nossas famílias, mas continuaremos para fazer algo para nossos garotos.

12 – Algum dia irão vir a América Latina? O que pensam da cena colombiana e latina americana? Há algo que queiram dizer aos skins, punks e rudes da América Latina?

Roddy: Nos encantaria tocar na Colômbia, mas é um longo caminho desde Cardiff. Para os amigos da América do Sul, Stay SHARP and FUCK FASCISM! (Seja SHARP e foda o fascismo).

13 - O que podem falar sobre a canção Skinhead Times? Qual foi a influência?

Roddy: É sobre idiotas que estão com medo de assumir uma posição. Há muitos que se chamam de Skinheads e temem os fascistas e nada fazem. Nós dizemos, VÃO SE FODER SEUS COVARDES. Lutem como os outros ou vão para o inferno.

14 – Por último, algo que queira dizer?

Roddy: Finalmente digo, FODA O FASCISMO ANTES QUE ELE FODA VOCÊ. Não ignore as ameaças fascistas, esmague todas as formas como puder. Sendo orgulhoso, sendo forte e SER SHARP.

Skinheads Against Racial Prjudice(Skinheads contra o racismo) ... Tão simples como isso.

Retirado do Site www.theoppressed.co.uk

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Documentário Sobre os Skinheads do Peru


Um documentário totalmente falado em espanhol, de facil entendimento.
Falam brevemente sobre a historia do skin e sobre o inicio e atual situação do Skinhead no Peru. Vale a pena conferir.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Spy Kids


A Spy kids surgiu no fim dos anos 70 na cidade de Glasgow - Escócia, em uma época onde a cultura skinhead já não era tão falada, e os skinheads tradicionais estavam "largando suas botas" para irem brigar nos estádios.
"A Spy kids surgiu através da bebida" conta McGinn, que fez parte da cena de Glasgow por muitos anos.
Eles mantinham a cultura viva, freqüentavam clubes de reggae e ska, e se davam muito bem com os Mod’s; foram os detentores do termo "espírito de 69" que representa o apogeu da cultura.
"Às vezes, nós pensamos que nós estávamos lutando pelo lado real do skinhead, mas na maioria das vezes nós lutávamos porque estávamos bêbados e isso parecia ser uma boa idéia!“.
Infelizmente, não existem textos falando sobre a Spy Kids, assim como é difícil achar imagens da crew; porem há um capitulo sobre eles no livro de George Marshall, "Skinhead Nation".

Tilbury Skins


Tilbury é uma cidade pequena da Grã-Bretanha, seus maiores "atrativos" são um porto e alguns pubs.
Para os marinheiros que desembarcavam era oferecida a oportunidade de ir aos pubs, gastarem seu dinheiro com um pouco de vinho, mulheres e musica. O Sun, um pub votado o pior da Grã-Bretanha, por sua fama com prostituição e violência, era muito freqüentado pelos marinheiros, até que os Trojan Tilbury Skin o tornaram seu segundo lar entre 1977 á 1984. Fizeram do pub o seu território, e muitos marinheiros que lá iam, achavam mais do que procuravam, e retornavam aos seus navios espancados e roubados.
 Mick White, era um dos skinheads mais antigos de Tilbury, era skinhead desde 1969, e foi acompanhado pelos seus dois irmãos mais novos. "Volte em 1977, Tilbury era uma área bruta e foi lá que os skinheads arrancaram em grande estilo. Eu diria que nós éramos 60 fortes. Pergunte a qualquer skinhead em qualquer lugar ao sul do Watford Gap onde havia a gangue mais temida, e Tilbury seria mencionado em mais de uma ou duas bocas. “
 São conhecidos por tamanha violência praticada pela gangue, pois batiam em marinheiros, estrangeiros, punks, cheiradores de cola, estudantes, gays, multidões de outras cidades - a lista é tão longa quanto a acusação coletiva que acumulou ao longo dos anos. Era uma gangue que não gostava de paquistaneses, porem se diziam anti-racistas. Criaram a Liga Anti-Paquistaneses.
Em uma entrevista ao livro "Skinhead Nation" Mick White, diz: "Não há como sermos nazistas. Meu pai enfrentou nazistas na guerra. Todos nossos pais ajudaram a APL (Anti-Paki League, ou, Liga Anti-Paquistaneses) é específica.Só porque eu odeio Paquistaneses, isso não me torna um nazista!".
 Mas a distinção importante é que eles não têm nada em comum com a maior transferência para o extremismo, que começou na década de oitenta e veio a dar frutos mais tarde nessa década com organizações como a neonazista Blood And Honour.


                                                                                                                           Angela Rippon's Bum, banda formada em 1980 em Tilbury.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

[V.A.] Trojan Skinhead Reggae Box Set

Caros amigos visando maior aproveitamento de nosso blog estaremos a partir de hoje postando alguns álbuns musicais de diversos artistas ligados a cultura skinhead, e para isso estamos em parceria com o site Back in 77, site dedicado a compartilhar músicas dando maior atenção para o ska, punk e hardcore.
E como primeiro post vamos lançar um V.A. com o melhor do Skinhead Reggae.

CD 1

The Charmers – Skinhead Train
The Creations – Mix Up Girl
Sir Harry – Hee Cup
King Cannon (Karl Bryan) – Overproof (Aka Little Darlin’)
Derrick Morgan – Copy Cat
Andy Capp – The Law
The Soul Rhythms – Soul Call
The Harmonians – Music Street
The Fabion – V Rocket
Tony Scott – What Am I To Do
The Versatiles – Spread Your Bed
The Dynamites – John Public (Tom Hark)
Cool Sticky – Casa Boo Boo
The Tennors – Smile (My Baby)
Roland Alphonso – Zapatoo The Tiger
The Viceroys – Work It
The Wanderers – Wiggle Waggle


CD 2

The Creations – Qua Kue Shut
Vincent Foster – Shine Eye Gal
Harry & Radcliffe – History
Sir Lord Comic – Wha’pen
Tommy McCook & Stranger Cole – Last Flight To Reggae City
Vin Gordon & The Dynamics – The Burner
The Dynamites – Tribute To Drumbago (Aka Last Call)
Ansel Collins – Bigger Boss
The Beckford’s Group – The Horse
The Upsetters – A Taste Of Killings
Boris Gardiner & The Love People – Don Juan
Lloyd Charmers – Dollars And Bonds
The G.G. All Stars – 2,000 Tons Of T.N.T.
Rupie Martin’s All Stars – Death In The Arena
Willie Francis – Motherless Children
Sweet Confusion – Elizabethan Serenade
The Royals – Pick Out Me Eye


CD 3

Claudette & Corporation – Skinheads A Bash Them
Dandy – Trouble In The Town
Desmond Riley – Skindhead A Message To You
The Pioneers – Reggae Fever
Des All Stars – Night Food Reggae
Rico & The Rudies – Brixton Cat
Hot Rod All Stars – Skinhead Speaks His Mind
Tony Tribe – Red Red Wine
King Horror – Loch Ness Monster
Hot Rod All Stars – Skinheads Don’t Fear
Prophets – Concord
Winston Groovy – Funky Chicken
Symarip – Skinhead Moonstomp
Dice The Boss – Funky Duck
Joe The Boss – Skinhead Revolt
Claudette – Queen Of The World


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rude Boys

Muitos sabem que o skinhead tem raízes britânicas e jamaicanas. Este texto visa esclarecer um pouco mais o que eram os Rude Boys jamaicanos e sua relação com os Skinheads.

Segundo o próprio Tommy McCook, membro original dos famosos Skatalites, ao contrário do que muitos pensam, os rudys não surgiram na época em que o Ska estava na moda, e sim, na época em que o que estava na moda era o Rocksteady. Tommy diz isso já que a onda de violência na Jamaica começou em 66, alguns meses após a explosão do Rocksteady. Os rudies sempre foram associados com a violência, devido aos crimes e delitos menores cometidos. Basicamente, esse estereótipo era reforçado por serem membros da classe trabalhadora jamaicana, que moravam nas famigeradas Shanty Towns, as favelas jamaicanas, sendo alguns desempregados, subempregados, empregados em trabalhos braçais ou mesmo criminosos.

Nos cortiços de West Kingston, com a depressão econômica dos anos 60, que sucedeu o boom dos anos 50, a situação não parecia melhorar nunca. Apesar de a independência da ilha ter trazido certo otimismo para a população, a falta de grandes mudanças levou a protestos e indignação. Foi neste período que a sub cultura Rude Boy surgiu. A maioria dos Rudies, assim como os Mods e posteriormente, Skinheads, tinham de 14 a 25 anos. Tinham o costume de andar com facas retráteis e armas de fogo. Basicamente, assim como seus futuros amigos e "descendentes", eram jovens sem futuro enfurecidos com toda a situação pela qual passavam. Seu vestuário consistia principalmente em ternos de três botões, suspensórios chapéus, incluindo o famoso Pork Pie, e obviamente, óculos de sol, mesmo à noite, o que daria um tom mais gângster e descolado.

Bob Marley, para muitos, o rei do reggae, quando ainda era um Rude Boy.

Quando houve a migração de jamaicanos para a Inglaterra, os Rude Boys que mudaram de país passaram a conviver com os Mods ingleses e a andar juntos. O gosto por violência e música dos Rude Boys influenciou muito os Mods, que já apreciavam tanto música negra em geral quanto brigas, e acabaram por adotar muitos elementos do visual dos Rudies. Enquanto os Rude Boys começaram a sacar facas e armas e inspirar terror nos Sound Systems a céu aberto no começo dos anos 60, mais tarde, aos lados dos Mods, se envolviam em conflitos em estádios, dancehalls e mesmo na ruas, sendo caracterizados como baderneiros, assim como os Skinheads foram pouco tempo depois.

Laurel Aitken, Godfather of Ska, Boss Skinhead, talvez um dos Rude Boys mais famosos da história.

Quanto à música, é notável o número de músicas que tratam de Rude Boys, sendo tanto a favor dos rudes, como "Too Hot" de Prince Buster e "Rudies Are The Greatest", dos Pioneers; quanto contra, caso de "A Message To You Rudy", de Dandy Livingstone, que ficou famosa com o cover dos Specials e "Beware of Those Rude Boys", de Henry Buckley.


"The soldiers came back to you without them, the police force are afraid, they can't even touch them"


"Everybody knows I'm a just a Rude Boy walking the street of dreams"

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Suedeheads



Apesar de informações sobre as "variações" existentes dentro da cultura skinhead não serem facilmente encontradas, é interessante lembrar que havia e ainda há, várias preferências musicais, de vestuário, entre outros, como os Smoothies, os Bootboys, os Hardcore Skins e os Suedeheads. Neste texto, vou tratar destes últimos.



Os suedeheads ganharam seu nome por geralmente terem o cabelo um pouco maior que o que era considerado comum para os primeiros skinheads(o nome suedehead significa "cabeça de camurça", numa tradução literal). Além desta característica, os suedeheads geralmente usavam mais sapatos, acompanhados de meias coloridas, e roupas mais formais, até mesmo no dia-a-dia; ao contrário dos primeiros skins, que normalmente preferiam botas e vestiam coletes, suéteres, casacos sete oitavos e ternos mais raramente; geralmente durante à noite, em bailes, dancehalls, grandes eventos, etc. Talvez isto se deve ao fato de muitos suedeheads trabalharem em escritórios e em outros empregos em que o trabalho era menos braçal, apesar de ainda pertencerem à classe trabalhadora britânica. Pode se dizer que os suedeheads tinham seu estilo bem similar ao dos Mods, principalmente ao se analisar esta questão da elegância. Mas é bom lembrar que há muitos aspectos vindos dos Rude Boys, como os grandes casacos, óculos escuros, os chapéus, entre outros elementos.

Elementos estes como o gosto musical, focado ainda no Reggae, Rocksteady, Ska e Soul. Porém, havia alguns Suedeheads que ouviam Glam Rock, como Sweet, Slade, entre outras bandas. Há inclusive um Trojan Box Set feito em homenagem aos Suedes. Seguindo o chamado "Skinhead Revival", ocorrido em 77, houve o "Suedehead Revival", que envolveu menos indivíduos, entre eles, "Hoxton" Tom McCourt, baixista e antigo líder da banda The 4 Skins, conhecido também por seu vasto conhecimento a respeito de Soul, Ska e Reggae e por discotecar em clubes frequentados por Mods e Skinheads.

A banda The 4 Skins, com Tom McCourt, ainda um suedehead, sendo o primeiro à esquerda.

Os suedeheads foram retratados em filmes como Bronco Brullfog, e no livro Suedehead, de Richard Allen.


"Prefiro ser um skinhead a ser qualquer outra coisa. É muito mais elegante do que um Hippie ou um Rocker. Parece muito mais limpo, é muito mais limpo, eu acho"

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Teddy Boys


Os teddy boys, ou “teds”, originalmente um fenômeno britânico, apareceram em meados dos anos de 1950. Essencialmente sem instrução profissional, os teds foram excluídos da abundância desfrutada pelos jovens. Seu estilo inclui penteados elaborados (o estilo “duck arse”), paletós drapeados, engomados, compridos e pseudo-eduardianos (dai a origem do nome**), sapatos de sola grossa de crepe (“brothel creepers”) e gravatas estreitas. “A apropriação do estilo do vestuário da classe alta pelos teddy boys ‘ocultava’ o fosso entre as atividades profissionais que não exigiam qualificação, basicamente braçais, próximas do mundo lúmpen, e a experiência do sábado à noite, ou seja, a experiência de estar ‘vestido com elegância e não ter lugar algum para ir” (HaIl, S. & Jefferson: 1976; p. 48). Ás preferências musicais dos teds incluíam o início do rock’n’roll e o rockabilly. Nos anos de 1950, na Autrália e na Nova Zelândia, as versões locais dos teds foram chamadas de “bodgies”.

As atividades dos teddy boys concentravam-se em torno do rock’n’roll, dos coffee-bar, dos cafés com vitrolas automáticas e dos pubs. Envolveram- se em brigas em cinemas e salões de baile dura
nte o advento do rock’n’roll, bem como nos conflitos raciais de 1958 no Reino Unido: “os teds eram fundamentalmente proletários e xenófobos” (Hebdige: 1979; p. 51). Nos anos de 1970 e 1980, houve um renascimento “teddy boy”, apesar de o vestuário e o comportamento dos teds “modernos” terem conotações diferentes, mais reacionárias e mais próximas do machismo da classe trabalhadora — sua cultura de origem.


Escrito por Roy Shuker, 1999.


"BETTER BE DEAD THAN A TED"

segunda-feira, 30 de março de 2009

World of Skinhead

Documentário feito em 1995; criado para mostrar a real cena dos verdadeiros Skinheads.

-Audio Original Inglês
-Sem legendas



sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

História dos Skinheads

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Em 1958, na Jamaica, artistas começam a misturar a música negra americana com os estilos tradicionais da ilha. Essa mistura de ritmos foi evoluindo até se converter no que se denominou SKA. Esse ritmo tinha duas características principais: a forma energética como era dançada e os RUDE BOYS , que não eram bem aceitos perante a sociedade por suas ligações com o mundo marginal, pelas confrontações com a polícia, e pelo consumo excessivo de maconha. O rude boy pode ser considerado o primitivo skinhead pelo seu modo requintado de vestir-se, imitando seus ídolos de filmes de gangster.

Em 1962 a Jamaica consegue independência da Grã-Bretanha à que se segue uma etapa de festa na qual se desenvolve o ROCKSTEADY e posteriormente o REGGAE. Também durante esse período, muitos jovens jamaicanos emigraram para a Grã-Bretanha e com eles a sua música. Estes rude boys juntaram-se aos MODS, que eram jovens amantes da música negra. Esses últimos iriam sofrer a era do hippismo que percorreu a classe média no final da década de 60. Dessa forma os mods desapareceram como movimento juvenil massivo na década de 70, porém os mais fiéis seguidores da música negra e principalmente os que pertenciam a famílias de classe operária rejeitaram essa onda, e passaram a serem denominados HARD MODS.

Rude boys e hard mods misturavam-se nas ruas, pubs e festas e como fusão de ambas as culturas surgiram os SKINHEADS. Devido ao sucesso da Inglaterra no mundial de futebol de 1966, muitos jovens começaram a ir aos estádios. Logo nasceram as torcidas e explodiu a violência entre elas. Nas bancadas viam-se cabeças raspadas brancas e negras juntas, pois os skinheads participaram do nascimento dos HOOLIGANS.

Na parte musical, o SKINHEAD REGGAE, como é conhecido o reggae original muito ligado aos skinheads, começa a tocar com força nas paradas inglesas. Porém, por volta de 1971, o reggae segue caminhos que não interessam muito aos skinheads, que então concentram-se no ska.

O movimento skinhead que tomara força (devido em parte à sua oposição aos hippies, que consideravam filhinhos de papai da classe média e afastados da realidade social) foi enfraquecendo junto ao ska e outras músicas jamaicanas. Em meados dos anos 70 o movimento apenas se encontrava em âmbitos reduzidos. Nessa época, enquanto o desemprego e a desesperança cresciam, surgia um novo estilo de música, o PUNK ROCK, que infectou as ruas e criou um estilo de vida próprio, nasceram os PUNKS. Os skinheads logo se interessaram por este novo estilo musical e fizeram-se os mais fiéis seguidores junto dos punks. Os skins mudaram o seu visual fazendo-o mais rebelde e provocativo (nascem os BOOTBOYS) afastando-se das suas origens jamaicanas. Pode-se dizer que há dois tipos de skins, os do “spirit of 69” e os da era punk.

O Punk logo perdeu aquele espírito de rebelião que teve ao nascer. Porém, em 77 apareceu uma nova geração de grupos como SHAM 69, ANGELIC UPSTARTS, BLITZ, CRASS, INFA RIOT, etc. O então jornalista de “Sounds” Garry Bushell foi praticamente o único a escrever sobre esta música, conhecida nas ruas como street punk ou reality punk, e denominou-a OI! inspirado no tema Oi! Oi! Oi! do COCKNEY REJECTS. Pela primeira vez dava-se oportunidade aos skins para fazerem sua própria música.

A tentativa dos punks e também dos skins de provocarem à sociedade levou a erros como o de "enfeitarem-se" com símbolos nazistas, embora fosse somente para provocar ou ser o mais “mau”. Os partidos fascistas ingleses como o BNP ou National Front aproveitando este exibicionismo punk e skin, e espalhando confusas mensagens nacional-socialistas para os operários, conseguem desligar grande parte de skins e punks (esses últimos em menor medida) e assimilá-los na ultradireita. Aliás, estes partidos eram os únicos a ver os skinheads como indivíduos com valor e pareciam dar-lhes um futuro, pois a sociedade via os skinheads como corja de classe operária sem valor e que só causavam danos à sociedade. A National Front consegue que as suas juventudes fascistas se vejam refletidas na estética skin (cabelo curto, botas,...) e acabam adotando-a em 1980-1981 (também havia nazi-punks, mas foram em menor número, pois a sua imagem não ficava bem com as suas idéias). Tudo isso foi apoiado pelos meios de comunicação que se importavam mais com o sensacionalismo do que com a veracidade das notícias.

Muitos skins opuseram-se a isto, tendo idéias opostas aos nazistas, nascendo assim os REDSKINS. Ao passar do tempo, eram mais os nazistas a se disfarçarem de skins, em boa parte devido aos meios de comunicação que espalharam esta falsa imagem dos skins por todo o mundo. Havia uma pequena cena rock nazista capitaneada por Skrewdriver. A música que faziam era basicamente a mesma que Oi!, mas as bandas preferiam frisar a diferença com o Punk em geral empregando o termo R.A.C. (Rock Against Comunism = Rock Contra o Comunismo).

Criaram-se então, associações para espalhar e divulgar a autêntica imagem skinhead. Em 1988 nasceu S.H.A.R.P. (Skin Heads Against Racial Prejudice - Skinheads Contra o Preconceito Racial)) promovida por alguns grupos anti-racistas de skinheads norte-americanos. S.H.A.R.P. é uma organização apolítica com os únicos princípios de anti-racismo e antifascismo. Em 1993 como conseqüência de um incidente provocado por supostos membros da S.H.A.R.P., cria-se em Nova York o R.A.S.H. (Red & Anarchist Skin Heads) formada por skinheads anarquistas e comunistas, renunciando ao apoliticismo da S.H.A.R.P.